![m-eralidade:
” Eu queria te contar uns segredos meus. Uns devaneios também. Queria te falar umas coisas que eu realmente, nunca tive coragem de falar. […] Desde a primeira vez que te vi, eu me senti bem. Mesmo de longe, eu me senti. Sempre tive aquela vontade de chegar mais perto. Me aproximar. Fazer parte daquele seu grupinho de amigos. Desde que te conheci, lembras daquele oi sem sal? Sim, foi pela sua resposta que eu me encantei. Me apaixonei. Desde a primeira conversa eu tive a certeza de que te queria por perto. Quero te contar, que todas as músicas que eu cantava ao seu lado, não era simplesmente por cantar. Era para você entender o que se passava ali, dentro do meu peito. Era para você simplesmente, perceber que te amava. Mas nunca deu certo, você a cantava mas com certeza era para outra. Os textos na aula de redação também era para você. Os fazia pensando em você, em como eu queria que cada palavra ali, fosse a nossa vida. Nossa história. Sempre havia amor neles, talvez até ódio. Mas você também não percebia, estava ocupado demais mexendo no cabelo de outra. Confesso que várias vezes eu esqueci de propósito meus livros em sua casa, para ter uma desculpa aceitável para voltar lá e passar mais cinco minutos te olhando. E pelo caminho, eu orava para que você pedisse para eu ficar. Mas você sempre tinha pessoas te esperando. Digo também que passei frio por culpa sua. Sempre esquecia meu casaco em casa, para que você pudesse me emprestar o seu. Mas eu chegava tarde, seu casaco já estava sendo vestido por outra. Eu dei a volta ao mundo, para poder sentar perto de ti na escola. Mas para que? Você sempre estava sentado junto a suas amigas. Meu celular tinha um toque especialmente para você. Mas ele nunca tocou. As mensagens que eu te mandava todos os dias, talvez não tenha chegado. Ou melhor, você talvez não queria me responder. Eu cruzava os dedos mas resposta nenhuma chegava. E antes de dormir, eu repeti várias vezes que você estava sem créditos, mesmo eu sabendo que tinha sim. Afinal, te via parando em uma banca de jornal todas as sextas. Fui te visitar no hospital quando machucou o pé. Levei flores. Levei bombons. Tinha visto em um filme na noite passada que levar flores e bombons demonstra preocupação. Mas você já tinha saído de lá. Já estava em uma festa com seus amigos. Uma vez, você me perguntou o porquê de eu nunca ter ido as tais festas que fui convidada. Ali, parecia que sentia a minha falta. Duas semanas depois, me pediu convite de uma festa. Eu dei, é claro. Outro dia, você pediu para fazer dupla comigo na aula de física, mas não trocou uma palavra comigo. Parecia que algo te impedia. Você não era assim. No natal, viajamos juntos. Sua mãe era a melhor amiga da minha. Fomos por três horas dentro de um carro sem trocar uma palavra, mas pelo menos, eu estava deitada em seu ombro. Sua mão aquecia meu braço. Era bom, juro que passaria o resto da viagem assim. Foi Deus que nos colocou um no mesmo quarto que o outro. Não entendia o porquê, mas ao chegar na pousada, os quartos que ficaríamos foi trocado. Eu não sabia se estava gostando ou não, mas não deu uma se quer palavra. Era chato, ninguém falava com ninguém. Mas depois de um dia, fomos voltando ao normal. Você me pediu desculpas por ter pedido o convite. Disse que eu fiz falta. Falou das mensagens e novamente disse que se arrependeu. Sussurrou que tinha medo de mim, já que eu sempre fui mais séria que ele. Falou também que sentia falta dos dias que eu ia a sua casa. Falou que sempre gostou de mim. Eu lembro como se fosse hoje, você se levantando de sua cama e indo em direção a minha. Me beijou. Confesso que a sensação foi a melhor de toda a minha vida. E ao acabar aqueles simples segundos, você sorriu. Me deu um beijo no rosto e seguiu em direção á sua mala. Eu não entendi muito bem, até que pegou um casaco e mandou eu vestir. Nossa, foi a coisa mais cheirosa que eu já tinha vestido na vida. E ali, entendi o porquê de todas quererem vestir-o. Você me puxou, pegou o celular e me levou até a piscina. Disse que queria respirar um pouco. Depois de alguns minutos, me puxou para perto e sua perna se fez de travesseiro. Eu deitei, você mexeu em meus cabelos. Eu dormi. E logo após, me acordou com um beijo. Tirou uma foto, olhou para mim e disse que queria lembrar daquele momento para sempre. Pela primeira vez, vi seus olhos brilhando olhando para mim. Eu sorri, e você se pôs a cantar. Sim, aquela música era minha. Era para mim. Era um sonho, só podia ser. Começou a garoar e preferimos voltar para o quarto. Me pegou no colo e disse que seria assim, nossa lua de mel. Eu sorria e me debatia em seu colo. Até que me jogou na cama e pulou em cima de mim. Me fez cócegas. Eu ria sem parar, até que me agarrou e me beijou. Levantou da cama, fechou a porta e disse pausadamente: Eu te amo.” ( Júlia. M-eralidade. )](http://25.media.tumblr.com/tumblr_m0qaw6t7Lu1qffotvo1_500.png)
” Eu queria te contar uns segredos meus. Uns devaneios também. Queria te falar umas coisas que eu realmente, nunca tive coragem de falar. […] Desde a primeira vez que te vi, eu me senti bem. Mesmo de longe, eu me senti. Sempre tive aquela vontade de chegar mais perto. Me aproximar. Fazer parte daquele seu grupinho de amigos. Desde que te conheci, lembras daquele oi sem sal? Sim, foi pela sua resposta que eu me encantei. Me apaixonei. Desde a primeira conversa eu tive a certeza de que te queria por perto. Quero te contar, que todas as músicas que eu cantava ao seu lado, não era simplesmente por cantar. Era para você entender o que se passava ali, dentro do meu peito. Era para você simplesmente, perceber que te amava. Mas nunca deu certo, você a cantava mas com certeza era para outra. Os textos na aula de redação também era para você. Os fazia pensando em você, em como eu queria que cada palavra ali, fosse a nossa vida. Nossa história. Sempre havia amor neles, talvez até ódio. Mas você também não percebia, estava ocupado demais mexendo no cabelo de outra. Confesso que várias vezes eu esqueci de propósito meus livros em sua casa, para ter uma desculpa aceitável para voltar lá e passar mais cinco minutos te olhando. E pelo caminho, eu orava para que você pedisse para eu ficar. Mas você sempre tinha pessoas te esperando. Digo também que passei frio por culpa sua. Sempre esquecia meu casaco em casa, para que você pudesse me emprestar o seu. Mas eu chegava tarde, seu casaco já estava sendo vestido por outra. Eu dei a volta ao mundo, para poder sentar perto de ti na escola. Mas para que? Você sempre estava sentado junto a suas amigas. Meu celular tinha um toque especialmente para você. Mas ele nunca tocou. As mensagens que eu te mandava todos os dias, talvez não tenha chegado. Ou melhor, você talvez não queria me responder. Eu cruzava os dedos mas resposta nenhuma chegava. E antes de dormir, eu repeti várias vezes que você estava sem créditos, mesmo eu sabendo que tinha sim. Afinal, te via parando em uma banca de jornal todas as sextas. Fui te visitar no hospital quando machucou o pé. Levei flores. Levei bombons. Tinha visto em um filme na noite passada que levar flores e bombons demonstra preocupação. Mas você já tinha saído de lá. Já estava em uma festa com seus amigos. Uma vez, você me perguntou o porquê de eu nunca ter ido as tais festas que fui convidada. Ali, parecia que sentia a minha falta. Duas semanas depois, me pediu convite de uma festa. Eu dei, é claro. Outro dia, você pediu para fazer dupla comigo na aula de física, mas não trocou uma palavra comigo. Parecia que algo te impedia. Você não era assim. No natal, viajamos juntos. Sua mãe era a melhor amiga da minha. Fomos por três horas dentro de um carro sem trocar uma palavra, mas pelo menos, eu estava deitada em seu ombro. Sua mão aquecia meu braço. Era bom, juro que passaria o resto da viagem assim. Foi Deus que nos colocou um no mesmo quarto que o outro. Não entendia o porquê, mas ao chegar na pousada, os quartos que ficaríamos foi trocado. Eu não sabia se estava gostando ou não, mas não deu uma se quer palavra. Era chato, ninguém falava com ninguém. Mas depois de um dia, fomos voltando ao normal. Você me pediu desculpas por ter pedido o convite. Disse que eu fiz falta. Falou das mensagens e novamente disse que se arrependeu. Sussurrou que tinha medo de mim, já que eu sempre fui mais séria que ele. Falou também que sentia falta dos dias que eu ia a sua casa. Falou que sempre gostou de mim. Eu lembro como se fosse hoje, você se levantando de sua cama e indo em direção a minha. Me beijou. Confesso que a sensação foi a melhor de toda a minha vida. E ao acabar aqueles simples segundos, você sorriu. Me deu um beijo no rosto e seguiu em direção á sua mala. Eu não entendi muito bem, até que pegou um casaco e mandou eu vestir. Nossa, foi a coisa mais cheirosa que eu já tinha vestido na vida. E ali, entendi o porquê de todas quererem vestir-o. Você me puxou, pegou o celular e me levou até a piscina. Disse que queria respirar um pouco. Depois de alguns minutos, me puxou para perto e sua perna se fez de travesseiro. Eu deitei, você mexeu em meus cabelos. Eu dormi. E logo após, me acordou com um beijo. Tirou uma foto, olhou para mim e disse que queria lembrar daquele momento para sempre. Pela primeira vez, vi seus olhos brilhando olhando para mim. Eu sorri, e você se pôs a cantar. Sim, aquela música era minha. Era para mim. Era um sonho, só podia ser. Começou a garoar e preferimos voltar para o quarto. Me pegou no colo e disse que seria assim, nossa lua de mel. Eu sorria e me debatia em seu colo. Até que me jogou na cama e pulou em cima de mim. Me fez cócegas. Eu ria sem parar, até que me agarrou e me beijou. Levantou da cama, fechou a porta e disse pausadamente: Eu te amo.” ( Júlia. M-eralidade. )



